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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Som alto no transporte público

Quem depende do transporte público para se locomover pela cidade está ciente das inúmeras faltas de respeito cometidas contra os usuários. Os transtornos são causados pela prefeitura, pela empresa prestadora de serviços e até por outros usuários.

É sabido pela maioria o descaso que é feito ao ceder assentos preferenciais à idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou alguma lesão corporal grave e mulheres com crianças de colo. Além disso, também pode ser apontado o mal humor e grosseria de cobradores e/ou motoristas, o bloqueio do embarque e desembarque ou de acesso aos corredores e também a enorme insatisfação quanto ao valor tarifa cobrada, principalmente, quando comparada à qualidade do serviço.

Como se não fosse o suficiente, tem se tornado frequente um ato de desrespeito e falta de bom senso por parte de alguns usuários da rede de transporte coletivo ao ouvir música no celular através da configuração "alto falante".

A lei municipal nº6.681/65 que proíbe o uso de aparelhos sonoros sempre foi ignorada por pessoas que ouvem suas músicas fazendo uso dos fones de ouvido, no entanto, o hábito de usar fones de ouvido que limita o áudio a quem interessa ouvi-lo foi deixado de lado e isto incomoda e atrapalha as outras pessoas presentes naquele espaço coletivo, violando o respeito à individualidade. As pessoas sabem que incomodam, mas acham graça em agirem assim. Por vezes, há disputa de qual celular toca a música em volume mais elevado, conforme pode ser visto em matéria da Revista Paradoxo e da Folha de São Paulo.

Esse novo hábito do paulistano tem gerado polêmica e irritação, mas não o suficiente para que se tome alguma atitude a respeito. Cobradores e motoristas não agem e, por vezes, são estes quem estão com seus celulares ligados no último volume. Cabe a nós esperarmos que pessoas que agem assim tenham consciência do desrespeito ao outro e mude suas atitudes e isto parece impossível.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Virada Cultural 2009


A 5ª edição da Virada Cultural realizada no último fim de semana, dia 02 e 03 de maio, teve cerca de 800 atrações divididas em 150 palcos apesar do orçamento reduzido. A maior parte destes eventos estava no centro da cidade, o que serviu como uma espécie de revitalização daquela área sem vida no período noturno, principalmente. Os CEU's e as unidades do SESC serviram como palco para os eventos que ocorreram nas periferias, possibilitando àquele público acesso a cultura sem a necessidade de se deslocar para a região central.

Pôde ser observado a variação de eventos e estilos, bem como do público da Virada e isto facilitou o entrosamento destes públicos e permitiu que fosse aproveitado as atrações antes desconhecidas. Nas ruas do centro também foi notável as informações com grandes mapas dos palco, avisos com as direções que poderiam ser tomadas e polícias militares. Além disso, vale ressaltar a ausência de grandes confusões e conflitos causados pelo público.

Um dos palco que visitei que mais me agradou foi o palco "20 anos sem Raul" em que a discografia do cantor baiano foi tocada por diversas bandas durante as 24h desta edição da Virada Cultural. Lá encontrei jovens e adultos, seixistas e malucos beleza, punks, hippies, casais, crianças, famílias reunidas, mendigos, bêbados e até funcionários da construção da linha 7 da CPTM tirando uma folguinha para aproveitar o show. Além desta diversidade de público, os banheiros daquele palco estavam limpos, assim como as ruas.

Os pontos negativos a serem destacados a sujeira deixada nas ruas do centro e os banheiros fétidos. Estas foram as principais reclamações dos visitantes dos palcos da região central. A prefeitura alegou ter recebido um público maior do que era esperado (cerca de 4 milhões de pessoas) e disse que estas falhas serão revistas e corrigidas na próxima edição.